FINANCEIRO
Registradora de recebíveis: o que é e qual sua função no mercado financeiro

Registradora de recebíveis: o que é e qual sua função no mercado financeiro
Você já parou para pensar que as Notas Fiscais de venda a prazo da sua empresa, são, na verdade, dinheiro vivo “parado”? No cenário B2B, transformar o faturamento em capital de giro imediato depende de uma peça fundamental: a Registradora de Recebíveis.
Diferente do varejo, onde o foco está no "fim da transação" (pagamento via cartão), no mundo B2B a registradora atua no centro da relação comercial. Ela não existe apenas para registrar um pagamento, mas para dar lastro, segurança e visibilidade ao crédito.
O que é uma registradora de recebíveis?
- Registradora B2B: foca na relação comercial entre empresas e fornecedores. O ativo é a duplicata escritural, que nasce de uma Nota Fiscal (NF-e).
- Registradora de Cartão: foca no varejo, adquirentes e bandeiras. O fluxo é a liquidação da venda ao consumidor.
Sua missão é garantir a unicidade: assegurar que um título seja único, auditável e que não seja usado como garantia em mais de uma instituição simultaneamente.
O impacto no mercado financeiro e o acesso ao crédito
A função de uma registradora de recebíveis vai muito além do simples armazenamento de dados. Ela exerce um papel fundamental ao organizar, validar e dar unidade aos direitos creditórios, criando um ambiente mais seguro e transparente. Esse movimento gera o que chamamos de "democratização do capital de giro".
As principais transformações que esse modelo traz para o setor e para o crescimento das empresas são:
- Eficiência de Capital: o fluxo de caixa futuro da empresa torna-se um colateral (garantia) de alta qualidade. Isso otimiza a liquidez imediata, permitindo que a empresa use sua própria saúde financeira para financiar sua expansão.
- Redução de Spreads: com o ativo registrado e visível, a concorrência entre instituições financeiras (Bancos, FIDCs e Fintechs) para antecipar o mesmo título aumenta, o que força a queda das taxas de juros para o tomador.
- Mitigação de Riscos: a transparência total nas garantias elimina o risco de fraude por duplicidade (vender a mesma nota duas vezes). Isso dá segurança para que novos players entrem no mercado, aumentando a oferta de crédito.
A Duplicata Escritural: o motor do ecossistema Nexxera
Uma registradora, isoladamente, é uma camada de dados passiva. O valor real surge quando ela está integrada a um ecossistema de interoperabilidade. Na Nexxera, essa engrenagem conecta todos os elos do Supply Chain Finance:
- A liquidez integrada: os dados fluem entre o ERP, a registradora e o financiador, eliminando a burocracia manual.
- A NF-e é o ponto de partida: a relação comercial gera a nota.
- A Duplicata Escritural é o ativo: a nota fiscal evolui para um título digital padronizado, rastreável e seguro.
- A Registradora é o ambiente de confiança: onde o título ganha "fé pública" e validade jurídica para o mercado.
Dessa forma, a duplicata escritural se torna a evolução natural do registro, permitindo que o crédito deixe de ser um processo lento e se torne um fluxo contínuo e automático.
Conclusão: o futuro da liquidez é ecossistêmico
A registradora de recebíveis retirou o "poder invisível" das grandes instituições e o devolveu para o empreendedor. Ao transformar vendas futuras em ativos líquidos, seguros e auditáveis, ela pavimenta o caminho para uma gestão financeira mais justa.
Para as empresas, isso significa autonomia. Ter o controle sobre seus recebíveis hoje, dentro de um ecossistema conectado como o da Nexxera, é o que garante a liberdade necessária para financiar o crescimento de amanhã.
O conteúdo foi útil? Entender a lógica do ecossistema financeiro é o primeiro passo para uma gestão mais estratégica. Se você quer aprofundar esse conhecimento, otimizar a gestão do fluxo de caixa e conhecer soluções que impulsionam o crescimento sustentável dos negócios, saiba mais sobre nossas soluções e continue acompanhando o blog da Nexxera .


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